sábado, 21 de maio de 2011

Sem pressa por um instante


Pousa tua mão sobre a minha

Sem pressa por um instante...

Você aparece lá em casa

E esquece de dizer “já vou”...

Entra na roda e sorri

Deixa a tristeza lá fora!

Perturba o sono das estrelas

Com tua alegria ruidosa!

Não, não me acorde!

Não me fale que é tarde!

A gente deita no chão

E se esquece que o instante passou...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Aonde for


Menino levado,
vou contar-te um segredo que talvez já conheças:
tua esperança faz adormecer o medo.
Por isso esperas a manhã, ainda que custe a chegar...
Ela virá, vestida com suas promessas
como quando num dia bonito
ela enfim chegou... Com você.
Tua presença, de repente, veio erguer a velha crença
de que a vida ainda pode ser (e é) bonita,
de que não é tão mal assim acreditar...
Então, menino levado, leve essa confissão contigo:
por onde vou, voas comigo...
Tua alegria será minha graça aonde for.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Desde então, desde sempre...


Teu sorriso adentrou minha vida e cativou meus olhos...
E desde então sinto que é em teu sorriso que mora minha paz.
Desde então sinto que quando tu sorris, a vida sorri para mim.
Tuas mãos apertaram as minhas... E me senti tão vulnerável, mas ainda assim tão forte!
Senti-me entregue a um amor maior que meus maiores medos...
Senti-me entregue a teu amor e ao amor que despertaste em meu peito.
Meu coração desenha sonhos que nasceram graças a tua fé...
E de meu peito brotam versos que só fazem sentido porque sinto teu amor aqui dentro!
Ofereceste-me a graça mais nobre: a esperança!
E hoje percebo que era por ti que eu esperava...
Te aguardava e, sem saber, guardava para ti essas palavras:
Sinto que meu coração é e sempre foi teu!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Planos...


Vou correr sem rumo na chuva, dançar no meio da rua...
Fazer alguma loucura que me dê razão para sentir-me sã!
Vou te mandar a letra de alguma canção careta... Que sempre achei linda!
Esquecer desse medo de parecer boba... Para tentar a ousadia de ser quem sou, seja lá quem eu seja!
Vou bater na casa dela e confessar que sinto falta de bater na casa dela de repente...
Cometer algum ato maluco e impensado no qual eu penso sempre!
Vou pôr aquela faixa do cd que sempre pulo (sei lá por quê!)...
Vou visitar alguém que mora longe e dizer “Vim só pra te ver”...
Dançar como eu achar mais divertido... Cantar alto aquela canção da qual sempre esqueço a letra!
Fazer algo desnecessário... Que me seja indispensável!
Tentar uma aventura...
Voltar aquela rua e tentar andar de bicicleta... Levar uma queda! E me levantar, doída e sorrindo.
Vou mergulhar... Vencer o medo que me arranha e me faz estancar.
Vou gritar alto que te amo... Vou te ligar à meia-noite só pra sussurrar que te amo.
Vou me entregar. Se for para me ferir que seja sabendo que fui “até o fim”... “Vou até o fim”, como na canção.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Promessa


Menino levado, me leva nos braços de um verso, nas asas de um beijo...
Não tenho muito, mas prometo tudo do pouco que tenho:
meu sonho, minha prece, meus erros...
Meu canto desafinado, meu coração inteiro!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Por poesia


Então vem, amor, deita aqui perto de mim... Me abraça.
Me ajuda a desvendar a manhã que vem com suas promessas...
Deita aqui sobre meu colo, não tenha pressa em levantar... Descansa.
Faz despertar o sol em teu sorriso...
Aos poucos nossa tamanha paixão nos levanta, nos ergue até o céu...
Até onde os sonhos nascem.
Então vem, amor, me ensina que o amor é mais forte que o medo
E mais profundo que qualquer ciúme ou vaidade.
Vem, amor, que sem ti fico pela metade...
Me mostra que em teu peito cabe a imensidão do verso... Do universo!
Vem, amor...
Que toda dor parece morrer em teus braços
E todo amor parece nascer de teus olhos...
Como por milagre...
Como por poesia!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Aula


No início estava nervosa... Tão nervosa quanto na primeira vez que falei para a sala toda na escola... Tão nervosa quanto no meu primeiro seminário na universidade... Só não tão nervosa quanto no meu primeiro encontro com Ismael Alves (riso!). Muita pressão para meu coraçãozinho menino... Ver minha tia ali, prestando atenção no que eu dizia, anotando no caderno que trouxera... Minha tia! Aquela que é ao mesmo tempo um tanto mãe, um tanto ídolo... Que é um pedação de mim!
Mas outro sentimento foi se revelando, aos poucos, e vencendo o nervosismo: a vontade de conseguir passar aquilo para ela... E a felicidade que estar ali me proporcionava. E a cada pergunta que ela fazia, a cada resposta que ela me dava, a vontade de ensinar e a felicidade de poder ensinar aumentavam. E crescia em mim a certeza: sim, é isso que gosto de fazer, é isso que quero fazer!
Sim, poder vê-la exercitando, vencendo dificuldades, galgando etapas... Ah! Vai além do que eu possa escrever aqui – é maravilhoso! E sou grata a humildade dela em me deixar dar aula – eu que provavelmente, a seus olhos, nunca deixarei de ser a menina, a pequena que ela viu crescer. Admiro a disposição da minha tia... E agradeço.
Cada dia estou mais convencida da sabedoria das palavras de Cora Coralina:
“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Poema



Me guarda bem, meu bem, nos teus abraços. É que tenho medo...
Tenho medo das coisas mais bobas, eu sei, mas quem não tem?

Me leva sempre que puder como o teu filho.
Canta desafinada uma canção de amor.

Desliga a TV e abre a garrafa de vinho.
Quer ajuda pra preparar o jantar?

Temos tanta coisa pra falar...
Você me conta como foi seu dia...

É que hoje eu descobri que a gente é passageiro nessa vida.
E que todo tempo é pouco quando a gente para pra pensar...

E pra dizer que ama.
E eu te amo, bem.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Sopro e vento. Um barco rumo...


Que o teu cheiro invada a minha casa. E que você,
ao entrar em minha vida, usurpe de mim todo o amor guardado em meu peito.
Pois meu amor, assim, desprevenido, cairá nu entre os teus braços
E os meus beijos estarão entregues aos teus.

Mas quando roubardes do meu primeiro beijo, meu bem, por favor, 

Não te apresses... E nem te desesperes: tenha toda a paciência do mundo.
Pois meu amor ainda precisa se sentir seguro pra se entregar pros teus ensejos.
Mas dos meus lábios, enfermos por teus beijos, ó, esses leve-os; beba-os.

E quando um dia vieres a libido seminua,
Não digas nada e até me impeça de dizê-los.
Desabotoa os botões da tua blusa pra que eu possa ver teus seios.
Desabotoa teu peito pra que eu possa ter teu coração.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Sonhos e Sol

Há uma casinha ardendo em sonhos e sol... Você a reconhecerá pela estante entulhada de livros, pelo violão no sofá e pela pilha de CD’s e DVD’s ao lado de uma pequena coleção de discos. O som do piano invade a sala, o terraço... Invade o coração sem pedir licença. E um violino em algum canto da casa arranha uma canção (antiga, mas sempre bela) de amor.
Nessa casa, há planos que ultrapassam o teto... Há um tantão de poesias deixadas na escrivaninha... E pela janela, ouve-se o som gostoso da risada das meninas.
Se um dia a gente se desencontrar, me procure por lá. Até quando meu peito suportar, vou te esperar. Vou te esperar.