quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Que estranha sou eu

Posso ser o alegre da roda, o triste no canto no mesmo minuto
Posso ser a euforia do que foi... Ou a saudade que fica
A certeza da dor, o receio do amante
A ansiedade de esperar, o desespero de quem nada espera

Posso ser a menina que quer saber
O homem que quer esquecer
O velho que tenta lembrar
A moça que não cansa de recordar...
Cada segundo, cada gesto, cada detalhe importantíssimo!

Posso jurar que às vezes não passo de uma batida...
E às vezes sou um suspiro, uma palavra.
Posso ser quem eu mais odiava sem saber
Posso ser quem eu jamais quis ser...

Posso ser minha imagem refletida em teus olhos
Posso ser o meu próprio devaneio,
o corpo caído no poema...

Posso ser quem eu traço nessas linhas
Ou ser outra que escapa e não vejo...
Pode ser que eu não conheça essa que mora em meu peito.

Um comentário:

Beatrice Monteiro. disse...

Não sei se esse título é uma pergunta ou uma exclamação... Creio que os dois cabem. Então ficará assim em aberto =)